HISTÓRIA
Na Tua luz veremos a luz
Paróquia de São Jorge
A primeira referência histórica à paróquia de São Jorge data de 1258, nas Inquirições de D. Afonso III, onde é referido que pertencia ao bispado de Tui. Mas existem outros documentos onde ela surge referida, como o catálogo de D. Dinis, de 1320, que indica que tinha sido taxada em 60 libras, ou a avaliação dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença, de 1546, que menciona que a igreja de São Jorge de Valdevez rendia 40 mil réis.
Segundo os estudos de Américo Costa, a igreja possuía dois abades, um nomeado de forma alternada pela Mitra e pelos cónegos de Santa Cruz de Coimbra, e outro designado pelos viscondes de Vila Nova de Cerveira, que não possuía qualquer obrigação paroquial. O abade Manuel Barbosa Duarte descreve que, em 1758, o rio possuía «muita truta, vogas e escalo, e algum barbo, lampreias, sáveis e salmões» e afirma que «não há nele couto, mas se pesca ordinariamente e sem licença de donatário algum».
Já o «Portugal Antigo e Moderno» aludia à existência de «um poço, no rio Lima, em que os lavradores deitam a nadar o gado doente, na crença de que fica são. Esta virtude curativa é atribuída pela tradição à passagem de um santo (São Julião) por este sítio, fugindo à perseguição dos romanos e que foi, por fim, preso e martirizado em Flavia Lambria, que segundo uns ficava entre Monção e Valadares, no sítio das Caldas e, segundo outros, em Lindoso».
